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Mogi Guaçu
267 anos

História de Mogi Guaçu - SP

Mogi Guaçu: uma cidade moderna e pujante Mogi Guaçu (grande rio das cobras), assim como sua vizinha Mogi Mirim (pequeno rio das cobras), era habitada no início do século XVII apenas por índios da etnia tupi-guarani e não caiapós, como até hoje se acreditava. Com o início das Bandeiras paulistas que se dirigiam ao Oeste, em direção às Minas Gerais e Goiás, um povoado foi levantado próximo ao rio Mogi Guaçu. No início, a vila ficava situada às margens da Cachoeira de Cima, mas em virtude da malária, mudou-se para a localização atual. Era um entreposto comercial para reabastecer os aventureiros com sal, aguardente, charque, gado e um produto pouco nobre: escravos indígenas. Como havia falta de mão de obra, centenas de aborígines acabaram escravizados e inseridos, à força, nessas expedições. Foram praticamente extintos dessa região. Só em 1728, o vilarejo foi elevado ao título de freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Campo. O nome Mogi Guaçu só seria adotado 23 anos mais tarde, em 1751. O desenvolvimento de Mogi Guaçu foi lento, assim como a maioria dos municípios da região. Só ganhou impulso com a chegada do café, de um ramal da Companhia Mogiana de Estrada de Ferro (1875) e, principalmente, da chegada dos imigrantes italianos e espanhóis. A partir daí, deu-se início à fase industrial, com a montagem das primeiras cerâmicas. Um dos pioneiros foi padre José Armani, com sua fábrica de telhas. Isso se deveu à grande quantidade de uma argila encontrada no município, chamada taguá. Outras famílias de italianos, também fundaram grandes empresas no setor cerâmico, como Martini, Chiarelli, Lanzi, Gerbi, dentre outros. Em 1909, foi instalada a iluminação elétrica na cidade, substituindo os lampiões de querosene. Em 27 de janeiro de 1922, a cidade é atingida por um terremoto de 5,1 graus na escala Richter. Apesar de não ter causado mortes ou destruição, até hoje, é considerado um dos mais fortes a atingir o país. Em 1966, finalmente, passa a ao status de Comarca. Passado o susto e várias crises econômicas depois, Mogi Guaçu é hoje uma cidade com uma economia diversificada, não mais baseada na cerâmica. Atualmente os setores que se destacam são do ramo de papel e celulose, alimentação, metalurgia, dentre outros espalhadas nos cinco distritos industriais. A cidade também tem uma atuação forte na produção agrícola da laranja (que ocupa o segundo lugar na produção estadual) e do tomate. O comércio, que cresceu em torno da igreja matriz Nossa Senhora da Imaculada Conceição (Padroeira do Município), hoje também se destaca. A cidade também possui dois shoppings centers.