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Operação Federal

Mogimiriano é preso em ação da PF contra o tráfico internacional de drogas

Operação "Shipping Box" foi desencadeada em cidades catarinenses e chegou a um esquema em Mogi Mirim que envolvia jovem de 25 anos

Postado em 10/06/2021 às 12:49

(Foto: Cláudio Felício/Portal da Cidade)

A Polícia Federal prendeu na manhã desta quinta-feira, 10, o mogimiriano Y. S. F., de 25 anos, apontado como integrante de uma célula de Santa Catarina que é alvo da operação "Shipping Box". O objetivo é desmontar um grande esquema de tráfico de drogas internacional na região sul do País, com a remessa de grandes cargas de cocaína a partir de diversos portos do Brasil.

Duzentos e cinquenta policiais estão cumprindo 34 mandados de prisão e 50 mandados de busca e apreensão em 15 cidades nos estados de Santa Catarina (Joinville, Itapoá, Jaraguá do Sul, São Francisco do Sul, Itajaí, Navegantes, Balneário Piçarras, Barra Velha, Itapema, Canelinhas e Criciúma), Paraná (Paranaguá), Rio Grande do Sul (Rio Grande), São Paulo (Mogi Mirim) e Rio de Janeiro (Cabo Frio).

Por volta das 6h30, o mogimiriano foi detido nas Chácaras Ypê (zona Leste de Mogi Mirim). Sem reagir, foi levado pra Polícia Federal de Campinas e depois será conduzido para as sedes da PF em Joinville ou em Itajaí, onde será interrogado para, posteriormente, ser levado ao presídio regional de Joinville. 

Ele já foi detido por tráfico de drogas pela Polícia Militar de Mogi Mirim. Na operação da PF ele é apontado como ponte de traficantes internacionais com sede na Bolívia e o núcleo embarcador da droga de Santa Catarina, para a exportação da droga.

Em toda a operação estão sendo “sequestrados” 68 veículos, 23 imóveis e 2 embarcações, bem como sendo realizado o bloqueio de 30 contas bancárias de vários investigados. Parte das cargas de cocaína que vinham da Bolívia eram inseridas em contêineres a bordo de navios para a Europa.

Durante as investigações, foram apreendidas aproximadamente seis toneladas de cocaína e presas oito pessoas em flagrante. Há indícios ainda de um esquema de lavagem de dinheiro por alguns dos investigados através da constituição de empresas fictícias e aquisição de ativos, como ouro e até mesmo de criptomoedas.

Para levar a droga para a Europa a quadrilha utilizava compartimentos falsos em veículos e até a criação de empresas de logística de carregamento e transporte de contêineres para atrair a exportação de cargas lícitas.

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