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combate a pandemia

Prefeitura não deverá adotar novas restrições para conter o avanço da Covid-19

Saúde acredita que, se as ações não forem tomadas com apoio dos municípios vizinhos, medidas restritivas somente em Mogi Guaçu não serão suficientes

Postado em 10/06/2021 às 16:48

O avanço da pandemia de coronavírus causa preocupação entre os moradores e no serviço de saúde de Mogi Guaçu. No último sábado, 5, o Hospital Municipal comunicou que não havia mais leitos nem de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e nem de enfermaria livres. 

Com os hospitais lotados, esperava-se uma medida mais dura da Prefeitura para diminuir a circulação das pessoas e, desta forma, conter a disseminação da Covid-19 em todo o município. Entretanto, este não parece o caminho que será adotado pelo prefeito Rodrigo Falsetti.

Questionado sobre o tema nesta quinta-feira, 10, durante o evento de assinatura de autorização da recuperação da SPI-177, Falsetti disse que sozinho, o município de Mogi Guaçu não conseguirá conter o avanço da doença.

“Olha, eu acho que a única maneira de superarmos isso [pandemia] é cada um fazendo a sua parte. A GCM trabalha o dia e a noite toda, vem recebendo denúncias todo o dia. As pessoas precisam ter um pouco mais de respeito, um pouco mais de empatia e paciência. Estamos [Prefeitura] fazendo a nossa parte. Faltam poucos meses, segundo o governador, para vacinar praticamente todo o estado de São Paulo. A vida é mais importante do que você escolher uma festa hoje, espere mais um pouco que nós vamos superar isso”, afirmou o prefeito. 

O secretário de Saúde Guilherme Barbosa contou que o Hospital Municipal ainda está com 100% dos leitos tanto de UTI quanto de enfermaria cheios, mas disse que se só Mogi Guaçu adotar medidas restritivas de circulação, não será o suficiente para amenizar a situação do coronavírus no município.

“O Hospital Municipal continua lotado. É uma situação caótica, desesperadora, mas que nos resta é fazer nosso trabalho de domingo a domingo. Infelizmente o que aconteceu foi que o nosso governo aumento o número de leitos de enfermaria e UTI, mas a pandemia foi mais rápida. Medidas duras já foram feitas e foram pouco efetivas. Se qualquer medida restritiva for tomada, deverá ser tomada em acordo com as outras cidades da região, até porque nós temos uma zona conurbada com Estiva Gerbi, Itapira e Mogi Mirim e, se nós não conseguirmos uma ação em conjunto, de pouco vai adiantar Mogi Guaçu tomar qualquer atitude”, disse o secretário.

Barbosa também disse que por conta de Mogi Guaçu ser referência no CROSS (Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde), não há êxito quando uma transferência de paciente para outro município é solicitado.

“Existe esta rede que faz distribuição. Só que o Guaçu é referência para receber pacientes, e sempre foi, então toda vez que você tenta colocar um paciente no CROSS para aliviar o nosso sistema de saúde, a Central simplesmente desconsidera o nosso pedido”, relatou Guilherme.

Tanto o prefeito quanto o secretário reforçaram os pedidos para que os guaçuanos mantenham as medidas preventivas, como passar álcool em gel nas mãos e manter o distanciamento. O município registrou até nesta quarta-feira, 9, 15.126 casos e 435 mortes por conta da Covid-19.

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